quarta-feira, 26 de setembro de 2018

A Veracidade do Fatos

Resultado de imagem para lados opostosA expressão de opinião baseada em fatos, muitas vezes gera muita confusão, especialmente quando há várias formas de contar uma história. A imparcialidade é algo importante, mas temos que ser realistas quanto a isso: não é tão simples ser imparcial. Naturalmente somos condicionados a determinados pontos de vista de acordo com fatores educacionais, religiosos, sociais e econômicos, para citar alguns. Um fato pode ter mais de uma explicação, pode ser contado de forma diferente e ainda assim ambas podem ser consideradas verdadeiras. No entanto, às vezes uma versão pode ser contada de forma parcial ou sobre a ótica de alguém de forma tendenciosa. Nessa época de eleições é possível ver isso acontecendo. Vou usar a ditadura como exemplo, sem me estender sobre o assunto, pois não é esta a intenção.



Como saber se os fatos são verdadeiros ou se foram contados em sua totalidade para uma opinião melhor embasada? A forma mais segura de saber é comprovando o fato, por mais que a versão inventada pareça mais conveniente ou atraente. Para a História, um fato é considerado comprovado quando há provas, como os documentos históricos. Não vou me aprofundar no tema do exemplo citado, mas é preciso investigar não somente os fatos, mas as fontes. O que aconteceu? Como aconteceu? Quando? O que houve era resultado de quê? Qual a intenção das ações? E o resultado foi o esperado? Por exemplo:

Não é possível afirmar com certeza o momento certo que simbolizou o início da fala humana.  O que existem são teorias e aqui nós vamos observar duas delas. Uma boa introdução ao assunto está nessa matéria da Superinteressante: Desde quando o homem fala?

A primeira visão é de Steven Pinker, cientista cognitivo canadense e professor do departamento de Psicologia de Harvard, também tendo sido diretor do Centro de Neurociência Cognitiva do MIT. Ele defende que a fala é inata ao ser humano e evoluiu conforme as necessidades de adaptação à sobrevivência, principalmente em grupo. Já o americano Michael Tomasello, psicólogo e co-diretor do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva da cidade de Leipzig (Alemanha) que defende que a fala humana se desenvolveu a partir da cognição animal, da comunicação gestual e verbal, sendo ela adquirida, e não inata.

Posso defender a teoria da origem inata da linguagem por se basear no pressuposto de que a inteligência humana é muito superior aos das outras espécies humanas. Por outro lado, devido à evolução da cultura material no processo de hominização, é completamente aceitável que a linguagem possa ter sido adquirida. Neste exemplo, é perigoso afirmarmos qual teoria está certa ou errada, mas podemos considerá-las (pelo menos até o momento), pois são teorias embasadas em pesquisas, muito estudo.

Entendo que nem sempre é fácil reconhecer quando nos equivocamos, tanto pelo narcisismo intelectual quanto pela responsabilidade sobre as consequências de nossas ações praticadas à luz de pré-julgamentos. Mas é preciso humildade e um certo desapego pelo que nos convém. É preciso sair da bolha que vivemos e enxergar outras realidades. Investigue fatos e fontes, analise, questione, reflita. Fica aqui minha breve contribuição.

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