terça-feira, 16 de março de 2021

Dicas de Filmes sobre o Egito

OS SEGREDOS DE SAQQARA

Título Original: Secrets os the Saqqara Tomb
Ano: 2020
Direção: James Tovell
Duração: 113 min
Classificação: 14 anos
Gênero: História
País de Origem: Estados Unidos

Sinopse: Este documentário segue uma equipe de arqueólogos enquanto eles desenterram artefatos incríveis em uma tumba antiga não descoberta em Sacará, Egito.

Esse documentário é maravilhoso por diversos motivos. Conseguimos acompanhar o trabalho arqueológico de descoberta e escavação de uma tumba, juntamente com o trabalho de paleontólogos, biólogos, antropólogos e historiadores, além de descobrir como foi foi a investigação e os resultados da busca pela história do dono da tumba e sua família. Esses achados, caso comprovados, podem trazer informações muitos importantes e inéditas sobre o Antigo Egito. Vale a pena conferir!

O EGÍPCIO

Título Original: The Egyptian
Ano: 1954
Direção: Michael Curtiz
Duração: 139 min
Gênero: Drama / História
País de Origem: Estados Unidos
Onde assistir: YouTube



Sinopse: No Antigo Egito, bebê abandonado é adotado por curandeiro e, uma vez adulto, se torna médico do faraó. Seu coração fica dividido entre a estonteante e ardilosa cortesã Bekhetanon e a singela e apaixonada escrava Meit. Baseado no best-seller de Mika Waltari. Indicado para o Oscar de melhor fotografia.

TERRA DOS FARAÓS

Título Original: Land of the Pharaohs
Ano: 1955
Direção: Howard Hawks
Duração: 106 min
Gênero: Drama / História
País de Origem: Estados Unidos




Sinopse: No antigo Egito um faraó (Jack Hawkins), ao retornar de uma campanha vitoriosa, decide construir uma pirâmide, onde será enterrado juntamente com seu tesouro, que espera desfrutar em uma segunda vida. Para garantir que nada será roubado ele aprova a idéia de um arquiteto, que é seu prisioneiro, juntamente com seu povo. Eles fazem um acordo, que se o arquiteto construir esta magnífica pirâmide os cativos serão gradativamente libertados durante a construção. Porém a empreitada é demorada, assim o faraó cobra tributos dos territórios conquistados para poder erguer esta gigantesca pirâmide. A província de Cipros não envia nada a não ser uma bela princesa (Joan Collins), que seria o tributo. O faraó acaba se casando com ela, que se torna a segunda esposa. Entretanto, ao ver os tesouros do faraó, ela seduz o guarda do tesouro e arquiteta como poderá ser a nova rainha do Egito e ficar com todo aquele ouro.


CIVILIZAÇÕES PERDIDAS - EGITO: EM BUSCA DA IMORTALIDADE

Título original: Lost Civilizations
Ano: 1995
Direção: Jenny Barraclough / Robert H.Gardner
Duração: 40 min
País de origem: Estados Unidos


Sinopse: Viaje 7000 anos no passado. Dos reis maias a última jornada dos faraós egípcios, até os segredos do império romano. Filmado em mais de 25 países, de Cuzco no Perú a Petra no Jordânia. Da antiga mesopotâmia até o moderno Tibet, as civilizações perdidas vivem novamente nesta premiada série. O episódio sobre o Egito é o quinto da série.





domingo, 14 de março de 2021

Dicas de Filmes sobre o Homem Pré-Histórico

A GUERRA DO FOGO

 Original: La Guerre du Feu
Ano: 1981
Direção: Jean-Jacques Annaud
Duração: 100 min
Gênero: Aventura / Drama
Países de Origem: Canadá / Estados Unidos / França
Classificação: 16 anos

Sinopse: 

A reconstituição da pré-história, tendo como eixo a descoberta do fogo. A saga de uma tribo e seu líder, Naoh, que tenta recuperar o precioso fogo recém-descoberto e já roubado. Através dos pântanos e da neve, Naoh, encontra três outras tribos, cada uma em um estágio diferente de evolução, caminhando para a atual civilização em que vivemos.


A ORIGEM DO HOMEM

Título Original: The Real Eve
Ano: 2002
Direção: Andrew Piddington
Duração: 103 min
Países de Origem: Estados Unidos

Sinopse:

Baseado no livro escrito por Stephen Oppenheimer. Através de modernas pesquisas genéticas e antropológicas, são abordados temas relacionados a sobrevivência e ao desenvolvimento da raça humana, como a sua descendência e a hipótese de que ela se deu de um ancestral em comum.




A CAVERNA DO SONHOS ESQUECIDOS

Título Original: Cave of Forgotten Dreams
Ano: 2010
Direção: Werner Herzog
Duração: 90 min
País de Origem: Estados Unidos



Sinopse: 

O célebre diretor Werner Herzog nos leva, mais uma vez, em uma aventura incrível, indo aos limites de um lugar extraordinário. Superando desafios consideráveis, Herzog registra a impressionante imponência da caverna de Chauvet, no sul da França, onde foram descobertas as mais antigas pinturas rupestres do mundo. Herzog revela um mundo subterrâneo de tirar o fôlego, incluindo obras de arte com 32 mil anos de idade com seu estilo inigualável. Com sua narração bem-humorada e envolvente, Herzog reflete sobre o nosso desejo primordial em se comunicar e representar o mundo à nossa volta, a evolução e o nosso lugar nela, e, em última instância, o que significa ser humano. Ao fazer o documentário, apresentado pela primeira vez no Festival Internacional de Cinema de Berlim, o cineasta Werner Herzog, de 68 anos, realizou um sonho de infância. Herzog, ainda menino, arranjou um trabalho só para comprar um livro sobre pinturas rupestres, e o seu sonho virou realidade quando ele teve acesso à caverna de Chauvet-Pont-d'Arc, descoberta na década de 90, com mais de 400 pinturas rupestres.

O HOMEM PRÉ-HISTÓRICO: VIVENDO ENTRE AS FERAS

Título Original: Before We Ruled the Earth
Ano: 2003
Direção: Pierre de Lespinois
Duração: 100 min
País de Origem: Estados Unidos



Sinopse: 

Prepare-se para uma viagem na era da pré-história. Entre 12 e 40 mil anos atrás, o homem moderno já havia se estabelecido em todos os continentes, com exceção da Antártica. Ele convivia com tigres dentes-de-sabre, mamutes e ursos gigantes. Aqui, foram usados os mais modernos recursos tecnológicos e científicos para que se vejam nossos ancestrais vivendo entre as feras e lutando pela sobrevivência da forma mais realista possível.

Espero que curtam as dicas e compartilhem outros que não coloquei na lista, ok?
Até a próxima!









terça-feira, 25 de agosto de 2020

Resenha - Série: Coisa Mais Linda

 

Série original Netflix, teve estreia em 2019. A série traz quatro mulheres com histórias e personalidades diferentes como protagonistas, abordando temas que ainda hoje são difíceis, imaginem no final da década de 50! 

Malu é abandonada e roubada pelo marido e tem como sonho ter seu Night Club, porém sem o apoio de seu pai, que se preocupava com a opinião da alta sociedade sobre sua filha ser agora desquitada com um filho para criar. Na segunda temporada conhecemos seu ex-marido enquanto ela vive entre duas paixões sem nos deixar saber aonde isso vai dar. Malu está mais segura e continua usando a inteligência para manter o espaço que conseguiu ocupar.



Lígia é uma mulher de duas paixões, o marido e a música. Porém, sua ilusão de ter os dois em sua vida se desfaz com o comportamento abusivo, violento e inseguro de seu marido que tem como ambição o cargo de prefeito do Rio de Janeiro. Ser uma boa esposa sorridente e bem-comportada aos olhos da sociedade não era compatível com a carreira de cantora, carreira esta que era vista com preconceito, principalmente quando se tratava de mulheres. A história de Lígia é o gancho para um arco muito importante na segunda temporada - uma situação revoltante que mostra como o prestígio e o machismo podem manipular a Justiça.

Adélia já sofria por ser mãe solteira, negra e moradora da periferia, sofrendo racismo em seu trabalho. Ao ser convidada por Malu para ser serem sócias, as coisas parecem mudar e Adélia consegue sentir (ao menos um pouco) o outro lado da moeda. A história de Adélia também é muito bem explorada de forma que a personagem precisa fazer escolhas importantes ao longo das duas temporadas e também vai descobrindo o que realmente deseja.


Thereza é bem resolvida, feminista, bissexual, casada com um homem que a entende e ama de forma recíproca. Porém, há feridas que custam a cicatrizar, além de um drama familiar vir à tona. Thereza, na segunda temporada, segue uma linha que não conseguiríamos imaginar na primeira temporada. Ela é bem humanizada e conseguimos ver que ela também tem seus pontos fracos e seus momentos de desesperança. Mesmo assim, Thereza se mantém forte e firme em seus princípios.

Outra personagem que ganha destaque é Ivone, irmã de Adélia, que se transforma em seu talento musical e personalidade forte. 



Emancipação da mulher, aborto, violência doméstica, racismo e machismo são temas abordados nesta série embalada pela bossa nova, aliás, como as atrizes mesmo dizem, o quinto elemento.


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Resenha: Filme - Durante a Tormenta (2018)

 



Título Original: Durante La Tormenta

Ano: 2019

Direção: Oriol Paulo

Duração: 128 min

Gênero: Drama / Thriller

País de Origem: Espanha

Onde assistir: Netflix

 

Sinopse: A interferência entre dois planos paralelos, 1989 e o presente, faz com que Vera, uma mãe feliz e casada, salve a vida de um menino que viveu a 25 anos atrás. Mas as consequências de sua boa ação provocam uma reação em cadeia que a faz acordar em uma nova realidade, onde sua filha nunca nasceu.

Se você é daquelas pessoas que curtiu os filmes Efeito Borboleta, então certamente vai gostar de Durante a Tormenta. O foco não é tanto como as interferências e mudanças nas linhas temporais aconteceram, mas o drama de Vera que percebe que perdeu sua filha na nova realidade criada a partir de sua atitude de salvar o menino Nico. 


É muito interessante como cada detalhe acaba sendo importante, muitos deles que deixamos passar. Há um crime a ser solucionado e o tempo todo há respostas de perguntas feitas e até que teríamos que ter feito. Cada personagem é importante e ao longo do filme vamos descobrindo mais sobre eles. Nem tudo é como parece, os segredos vão sendo desvendados por nós, espectadores. São duas horas que parecem que passam muito rápido!


Já tive essa reflexão antes quando assisti filmes do gênero, mas novamente me vi perguntando: será que alterar algumas coisas no passado resultaria em uma realidade muito distante da vivida antes? No filme, Vera desiste de se formar como médica para se dedicar à sua filha, o que na outra realidade é o oposto: ela se tornou uma importante cirurgiã sem filhos. Ao se deparar com esta outra realidade, torna-se claro o que para ela era realmente importante. Ao mesmo tempo que ela percebe que nem tudo da realidade que a qual ela buscava retornar era favorável a ela.


ATENÇÃO! SPOILER


Sobre a linha do tempo, embora praticamente tudo teve resposta, parece que um fio ficou solto: se quem interfere se lembra das outras realidades, por que o outro personagem que interfere não? (Não vou falar quem, né?) Falo que parece porque eu tenho uma teoria. O inspetor alterou e interferiu, mas não podemos esquecer que ele também é o receptor. Talvez ele tenha uma vaga lembrança da mulher do futuro que apareceu para ele, não da linha temporal que houve um romance entre eles.


FIM DO SPOILER


O final do filme me surpreendeu, eu realmente não imaginei isso. Cheguei a apostar em outro personagem e de repente, ao mesmo tempo que eu ficava surpresa, eu também pensava: mas é claro! Agora tudo faz sentido! Vale a pena ser assistido, fica a minha super recomendação!



Segue o trailer do filme:









sábado, 8 de agosto de 2020

Resenha - Filme: Ponte dos Espiões (2015)


 

Título Original: Bridge of Spies

Ano: 2015

Direção: Steven Spielberg

Duração: 141 min

Gênero: Biografia / Drama / Thriller

País de Origem: Alemanha / Estados Unidos / Índia

Classificação: 12 anos

Onde assistir: Google Play Movies / Microsoft Store


Ponte dos Espiões é um filme de Steven Spielberg que se passa no final do anos 50 com a Guerra Fria como pano de fundo. Questões ideológicas, militares e armamentistas fomentam a tensão e rivalidade entre duas potências da época pós 2ª Guerra Mundial - Estados Unidos e União Soviética.


A vida do advogado James B. Donovan (Tom Hanks) muda quando ele é solicitado a exercer a função de advogado de defesa de um espião russo preso nos Estados Unidos - Rudolf Abel (Mark Rylance). Trabalhando durante anos como advogado em casos de seguro na firma a qual é sócio, ele avisa que fará o seu melhor atuando com ética, como ele costumava ser e trabalhar. O que ele não esperava é que a defesa serviria apenas para que a condenação não fosse contestada como sendo fruto de um julgamento injusto. Mas Donovan levava seu trabalho bem a sério para evitar a condenação à morte de seu cliente. Além disso, defendendo o direito à uma defesa justa, o advogado se vê vítima de retaliações motivadas pelo espírito anticomunista da época.

Donovan argumentou sobre os valores americanos e que seria uma estratégia inteligente ter uma espécie de moeda de troca, caso fosse necessário se um americano fosse capturado em território russo. Quando isso acontece, o advogado é convocado a intermediar a negociação na troca dos dois prisioneiros. O interessante é que o filme mostra que em uma situação de tensão entre países, ambas as partes são capazes de agir de forma sorrateira e também, defender seus ideais.


Daqui em diante, provavelmente haverá SPOILERS!




 

Percebi uma diferença entre os dois prisioneiros, que como espectadora, pesou para que eu julgasse mais um que outro, mesmo que entendesse seus motivos: o russo que, apesar de saber da possibilidade de uma condenação à cadeira elétrica, não vende nenhuma informação, não aceitando "cooperar" com os Estados Unidos de forma alguma. Mesmo com condições bem favoráveis, sua lealdade permanece intacta. Já Francis Gary Powers (Austin Stowell) estava em outra condições as quais entende-se que, em caso de falha na missão, tudo deveria ser destruído, inclusive ele mesmo. Mas ele se salva, apesar de não achar claro se ele deu ou não informações aos russos enquanto esteve preso.

Um momento marcante foi quando Donovan estava em um trem em Berlin, passando ao lado do muro recém construído, assistindo pessoas sendo metralhadas ao tentarem atravessá-lo. Em uma das cenas finais, já nos Estados Unidos, ele está em um trem (ou bonde, não sei) e assiste jovens pulando cercas sem nenhum perigo.

As negociações mostram os bastidores das negociações, a frieza de ambas as partes e as emoções e interesses de cada indivíduo envolvido na transação. Não me parece que há um vilão. Aliás, o filme foi inspirado em fatos reais, sendo assim, mesmo com licença poética para que algumas coisas não fossem totalmente fiéis, a vida real é assim - nem sempre há um vilão ou um mocinho. Há relações, condutas, princípios e nós podemos nos identificar ou sentir empatia - ou não.

Donovan, para mim, não pareceu um mocinho ingênuo em busca de justiça a qualquer preço. A aposta de trocar um russo por dois americanos na negociação de troca de prisioneiros tem total coerência com seus princípios e sua ideia de patriotismo, o que nos faz lembrar de uma conversa entre ele e um agente da CIA onde ele questiona o que é ser americano ao responder sobre os sacrifícios que solicitavam pelo seu país. Cada vida importa. O que aproxima Donovan e Abel é o respeito à ética e aos princípios que ambos possuem. As ações são coerentes com as missões aceitas, nenhum sigilo é quebrado, estreitando os laços de confiança (Abel com seu país e Donovan com seu cliente), e ambos têm consciência de que seus países podem ser inimigos, mas eles são apenas duas pessoas como tantas outras cumprindo ordens.



Eu sou muito fã de Tom Hanks, mas é inegável que o ator Mark Rylance mereceu o Oscar como ator coadjuvante (ele também foi indicado para o BAFTA e o Globo de Ouro). 


Se você já viu, deixe seu comentário e compartilhe sua opinião. =)





domingo, 4 de agosto de 2019

Resenha - Filme: A Dama de Ferro (2012)

Ficha Técnica 

Lançamento nacional: 2012 
Direção: Phyllida Lloyd 
Roteiro: Abi Morgan 
Produção: Damian Jones 
Elenco: Meryl Streep, Jim Broadbent, Harry Lloyd, Iain Glen, Anthony Head, Olivia Colman, Richard E. Grant, Ronald Reagan, Roger Allam 
Distribuição: Paris Filmes 
Classificação indicativa: 12 anos 
País: Inglaterra 
Gênero: Biografia, Drama 
Duração: 105 min 



O filme da vez é A Dama de Ferro, estrelado por Meryl Streep interpretando a amada e odiada Margareth Thatcher, primeira mulher a ocupar o cargo de Primeira-Ministra britânica durante um período de 11 anos. Confesso que esperava que o foco fosse menos em seus delírios de ver a imagem de seu marido já falecido, porém a ideia até faz sentido. Eu que não gostei muito mesmo... 

Uma coisa não se pode negar: Margareth Thatcher estava à frente de seu tempo, não aceitando um lugar limitado à esposa e dona-de-casa, se formando em Oxford (Química) com o apoio de seu pai e trilhando o caminho ao Parlamento, lugar praticamente habitado por homens em sua maioria (no filme aparentemente não há outras deputadas, porém na realidade havia). Enfrentou machismo, mas teve sorte com seu marido Denis Thatcher que sempre soube as condições de Margareth. Denis foi um marido atencioso, aberto à mulher incomum que estava a seu lado. 

Uma cena que me chamou a atenção foi quando ela recebe a carta de Oxford e mostra a seu pai. Quando a mãe vem da cozinha, ela estende a carta para sua mãe que recusa a leitura, dizendo algo referente às mãos estarem molhadas. Pode ser que eu esteja viajando, mas achei que ficou subjetivo que talvez sua mãe não soubesse ler e estava disfarçando. Senti que ali Thatcher tenha percebido o quanto ela, como mulher, se distanciaria do papel que sua mãe ocupava, assim como várias outras mulheres em seu tempo. Ainda sobre seu papel como mulher em um mundo machista, Margareth Thatcher sempre foi obstinada, alimentando sua ambição a ponto de se distanciar de seus filhos ainda pequenos, priorizando sua carreira política. 

Figura controversa, líder do Partido Conservador, Margareth Thatcher tomou uma série de medidas para conter o desemprego e a situação econômica do país. Essas medidas foram se tornando cada vez mais impopulares, entre elas a flexibilização do trabalho, privatizações e diminuição da influência dos sindicatos. Sua imagem melhorou com a saída vitoriosa do Reino Unido da guerra das Malvinas contra a Argentina, em 1982, seguida de uma melhora considerável na economia. A situação voltou a ficar bem complicada com seu apoio a um imposto comunitário que, resumindo, deixava de ser um imposto proporcional à renda e imóveis, passando a se tornar uma taxa única por habitante, desconsiderando a condição econômica de cada um. A população resistiu como pôde, tornando o plano um fracasso, o que condicionou a falta de apoio para seguir para um próximo mandato e resultando em sua renúncia, em 1990. Thatcher também é lembrada por sua forte resistência à entrada do Reino Unido na União Europeia. 

Uma curiosidade é que seu pai, Alfred Roberts, chegou a ser vereador e prefeito independente, porém simpatizante do Partido Liberal. Já Margareth adotou uma postura muito diferente pelo Partido Conservador. Outra curiosidade é que, apesar do Partido Conservador se posicionar contra, Thatcher votou a favor da restauração da sova como castigo corporal judicial, em 1961, e contra o relaxamento das leis de divórcio, em 1967, e como Ministra da Educação, para conter gastos, cortou do orçamento o gasto com leite servido às crianças nas escolas. No entanto, também ao contrário de seu partido, votou a favor da descriminalização do homossexualismo, assim como pela legalização do aborto. 


O filme também mostra as manifestações populares contra seus posicionamentos e decisões, além de atentados contra sua vida e de seus colegas, porém há muito mais sobre Margareth Thatcher. Pessoalmente, não compactuo com sua visão político-econômica, mas fica difícil negar o interesse em conhecer a história de uma das personalidades mais marcantes do século XX. E você? O que achou do filme e desta figura que despertou tantos sentimentos contrários?

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Resenha - Filme - Ausência (2014)

FICHA TÉCNICA
Título: Ausência
Gênero: Drama
Direção: Chico Teixeira
Elenco: Matheus Fagundes, Irandhir Santos, Francisca Gavilán, Gilda Nomacce, Thiago De Matos
Duração: 87 min.
País: Brasil
Ano: 2014
Classificação: 14 anos


O filme conta um pouco da rotina de Serginho, um garoto de 15 anos que mora com a mãe e o irmão mais novo. O pai abandonou a família, porém não sabemos o motivo e, talvez, isso não importe. Importa que ele abandonou a família. A primeira cena mostra o pai indo embora e levando consigo boa parte do móveis e eletrodomésticos do apartamento. A mãe é alcoólatra e faz bolos para sustentar a casa. Também não há como saber se o vício em bebidas começou antes ou depois de seu marido ir embora. Serginho está sempre ajudando em casa, tomando conta do irmãozinho, inclusive de sua mãe por conta de seu alcoolismo. Serginho também acorda super cedo para trabalhar na feira com seu tio.
Ele se vê interessado em uma amiga que também trabalha na feira, e compartilha tudo com seu amigo Mudinho (o apelido não é à toa!). Mas é na figura do professor Ney que ele vê a figura paterna que tanto lhe faz falta. Ney o ajuda em algumas tarefas escolares e até abre sua casa para o garoto a cada vez que Serginho entrega compras em seu apartamento. Logo percebemos que Ney não consegue e não deseja assumir o papel de pai de Serginho. 

Importante lembrar que Serginho falta muito na escola e fica simples entender as razões. Sua mãe já o vê como homem crescido, capaz de se cuidar sozinho, sem suprir as necessidades do filho em praticamente nenhum quesito. Seu tio não demonstra nenhum afeto, utilizando o sobrinho como ajuda na feira sem precisar pagar muito (inclusive, Serginho nunca nega dinheiro à sua mãe). Assim, uma série de situações vão acontecendo até que ele sugere ao professor Ney que este o adote. A negativa ao pedido gera uma noção de realidade muito dolorosa para Serginho. 


O circo também é outro elemento que se mostra tanto como uma alternativa que sobra para seguir adiante quanto como sinal de uma infância que não pôde ser vivida. Não vou negar, chorei em algumas cenas. É impossível negar que nossa sociedade fecha os olhos para jovens da periferia e para o trabalho infantil. Aliás, um ponto do filme que achei interessante é que não foi preciso mostrar a criminalidade como alternativa ao um jovem como Serginho. A periferia se movimenta de várias formas e há quem (muitos!) passe despercebido no cotidiano, como pessoas que simplesmente existem, mas que vivem seus sofrimentos e vivem as consequências de etapas saltadas ou mal-vividas. 

Dicas de Filmes sobre o Egito

OS SEGREDOS DE SAQQARA Título Original: Secrets os the Saqqara Tomb Ano: 2020 Direção: James Tovell Duração: 113 min Classificação: 14 anos...